
Toda tradução é uma interpretação. O tradutor escolhe o tempo todo — o tom, o peso de um conceito, o termo que mais se aproxima —, e são essas escolhas que decidem o quanto você chega perto do argumento original. Quase toda edição esconde isso de você.
As da Logos não escondem. Quando a tradução se afasta do sentido literal para que o texto se leia bem, uma nota registra o termo original, tudo o que ele quer dizer e o porquê da escolha. Partimos do princípio de que você é capaz de julgar essa decisão por conta própria.
“A palavra grega logos quer dizer, ao mesmo tempo, razão, palavra e explicação. Nenhuma palavra em português carrega as três de uma vez. Não vamos fingir que carrega.”
Essa transparência não é um mero detalhe, mas um compromisso: o seu encontro com o texto tem que ser honesto sobre tudo o que existe entre você e o original.
As traduções da Logos são feitas por estudiosos que publicam na área de cada obra. Cada tradutor precisa assinar um prefácio explicando as escolhas de tradução mais importantes, e esse prefácio vem por inteiro dentro da edição.
A Logos não encomenda tradução facilitada à custa da precisão. Quando um trecho é difícil no original, a tradução mantém a dificuldade e a esclarece na nota, em vez de apagá-la com uma versão mais simples.



