Edição bilíngue
Tradução de Gabriel Schaf, direta do inglês, lado a lado com o original.
Texto de referência
Estabelecido a partir da quarta edição de 1871 — a última revista por Mill em vida.
Edição criteriosa
Notas elucidativas que identificam cada interlocutor de Mill: Carlyle, Novalis, Whewell, Owen, Comte, a lei de talião, a etimologia grega de justiça.
Ensaio introdutório
Trinta páginas de Marize Schons, doutora em Sociologia, situando a obra no debate de sua época — e apontando onde os argumentos de Mill ficam em aberto.
Capa dura suave ao toque e papel de alta gramatura.
Guia de leitura ABC da Filosofia e marca-páginas temático.
John Stuart Mill
COMECE A LER STUART MILL
O UTILITARISMO
Um bonde desgovernado vai matar cinco pessoas. Você pode desviá-lo para outro trilho, onde matará uma. Deve fazer isso?
Se você hesitou ao pensar numa resposta, sentiu exatamente o problema que Mill passou o livro tentando resolver.
Mill propôs que as ações são corretas na medida em que promovem a felicidade e erradas na medida em que produzem o contrário. Simples de enunciar, mas difícil de sustentar até o fim.
Porque o critério não para no bonde. Se o que vale é o número, o que impede o sacrifício de um inocente sempre que a conta fechar a favor da maioria? Foi essa a objeção mais dura que ele recebeu, e é ela que ocupa o capítulo mais longo e ambicioso da obra.
A resposta de Mill não é a que se espera. Ele não abre exceção para a justiça: mostra que ela já está dentro do princípio, como sua parte mais protegida.
Concordar ou não com essa resposta é decisão de quem lê. Mas ela é a razão pela qual, 160 anos depois, ninguém discute direitos e bem comum sem passar por aqui.
"Voltar ao pensamento de Mill é voltar ao texto que define o vocabulário moral pelo qual até hoje o debate liberal se orienta —
desde suas falhas até suas virtudes." — Marize Schons, do ensaio introdutório desta edição
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CONTEÚDO DO LIVRO

Por que dois mil anos de filosofia não bastaram para decidir o que é certo e o que é errado? Mill abre o livro constatando que, desde Sócrates, nem os pensadores nem a humanidade chegaram mais perto de um acordo. O impasse tem dois lados: quem sustenta que existem princípios morais evidentes por si mesmos, e quem deriva toda moral da experiência. É contra esse pano de fundo que ele anuncia o que virá — não uma prova no sentido comum do termo, mas as razões pelas quais um intelecto pode aceitar o princípio da utilidade.
Ler um poema e vencer um jogo dão prazer. Os dois valem a mesma coisa? Aqui Mill responde à acusação de que sua filosofia seria digna apenas de porcos, e apresenta a ideia que o separa de todos os utilitaristas anteriores. Alguns prazeres são superiores a outros por natureza, e não por durarem mais ou serem mais intensos. E quem julga entre eles é apenas quem conhece os dois lados. É deste capítulo que nasce a frase mais citada de toda a sua obra.
Por que alguém obedeceria a um princípio moral? A pergunta costuma ser dirigida ao utilitarismo como objeção, e Mill mostra que ela vale para qualquer sistema moral, não apenas para o dele. Sua resposta separa as sanções externas — punição, recompensa, opinião alheia — da sanção interna: um sentimento de dor que acompanha a violação do dever e que constitui a essência da consciência. É esse sentimento, enraizado no desejo humano de estar em unidade com seus semelhantes, que ele aponta como fundamento último de toda moralidade.
Como se prova que algo é desejável? Mill responde com a analogia mais debatida de sua filosofia: a única prova de que algo é visível é que as pessoas o veem; a única prova de que algo é desejável é que as pessoas o desejam. Em seguida, explica por que o dinheiro, o poder e a fama deixam de ser meios e passam a ser desejados como fins em si mesmos — e por que isso não contradiz o princípio da felicidade.
Se o critério é a felicidade do maior número, o que impede o sacrifício de um inocente em nome da maioria? É a objeção mais dura já dirigida ao utilitarismo, e Mill dedicou a ela o capítulo mais extenso do livro.
Ele disseca o sentimento de injustiça em dois componentes — o impulso de autodefesa e a simpatia ampliada pela inteligência — e conclui que a justiça não é rival da utilidade, mas seu núcleo mais protegido.
Matheus Islabão
Membro Fundador
Acabei de receber O príncipe. Mais uma vez, fiquei extremamente satisfeito! Material de ótima qualidade. Chegou em perfeito estado de conservação. Produto/experiência muito bem pensado e implementado. E o pôster, além de facilitar a apreensão com os principais tópicos da leitura, é muito bonito e bem elaborado.....pede para ser exposto na parede mesmo! Novamente, parabéns aos responsáveis!
Lucas De Castro
Membro Fundador
Sou iniciante na filosofia e este foi o primeiro livro que li. Simplesmente que livro sensacional. Fiquei extremamente feliz pela leitura de Isagoge. Que venham mais livros assim que nos ensinam filosofia da melhor forma e que essa comunidade cresça e deixe de ser apenas virtual em algum momento.
Davi Cordeiro
Sou iniciante no mundo da filosofia, e encontrar o clube foi uma grande surpresa. Não tem nada parecido no Brasil. Os livros são maravilhosos, a curadoria é simplesmente impecável e ainda vem com um guia de leitura que facilita tudo. Ainda não assisti às aulas na área de membros, mas posso dizer com toda certeza: a assinatura vale muito a pena!
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